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Três fatores contribuíram para caracterizar a arte e a arquitetura
mesopotâmica
Primeiro, a organização sociopolítica das
cidades-estados sumérias e dos reinos e impérios que lhes sucederam. A guerra
era uma constante preocupação dos governos das cobiçadas terras mesopotâmicas,
razão pela qual grande parte da produção artística se voltava para a
glorificação das vitórias militares.
O segundo fator foi o importante papel desempenhado pela religião nos assuntos de estado. Dava-se especial importância às construções religiosas e a maioria das esculturas servia a fins espirituais.
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O último fator foi a influência
exercida pelo meio ambiente. Em virtude da inexistência de pedra e madeira na
planície aluvial, os escultores dependiam da importação desses materiais ou
tinham que utilizar substitutos como a terracota.
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ESTILOS E MODALIDADES
A
arte da Mesopotâmia abrange uma tradição de 4.000 anos que, em estilo e
iconografia, é aparentemente homogênea. De fato, foi criada e mantida pelas
ondas de povos invasores, diferentes tanto étnica como linguisticamente. Até a
conquista pelos persas, no século VI a.C., cada um desses grupos fez sua
própria contribuição à arte mesopotâmica.
O povo sumério foi o primeiro a
controlar a região e desenvolveu a arte, seguidos pelos acádios, os babilônios
e os assírios. O controle político mesopotâmico e suas influências artísticas
se estenderam às culturas vizinhas, chegando inclusive, em certas ocasiões, a
regiões tão distantes como a costa sírio-palestina, de modo que também os
motivos artísticos dessas áreas longínquas influíram nos centros mesopotâmicos.
Além disso, os demais povos que invadiram o local recolheram tradições
artísticas mesopotâmicas.
A Pintura
Nascida, segundo se crê, da pintura sobre
os relevos, a pintura verdadeiramente dita foi usada para os substituir, devido
à falta de pedra e outros materiais escultóricos no espaço mesopotâmico.
Infelizmente, o que resta dessa pintura
parietal da mesopotâmica antiga é, hoje, muito pouco – alguns fragmentos de
estuques pintados originários de dois palácios: o de Zimri-Lim,
da cidade de Mari, no Norte da suméria (2° milénio a. C.); e o de Til-Barsip,
mandado construir por Tilagrapileser
ΙΙΙ, no século VΙΙΙ a. C.
Pelas
formas, pela composição, pela técnica das narrativas e pelo sentido decorativo
obedeceram ao estilo mesopotâmico já definido para os relevos. O colorido era
vivo com mais incidências no preto, branco, vermelho e amarelo.
O testemunho hoje conhecido deixa-nos
concluir que as cenas predominantes foram os rituais de corte (audiências,
coroamento, passagem do poder) e as cerimónias sociais com carácter festivo e
comemorativo.
A escultura
As principais estátuas da região da
mesopotâmia representam homens em pé, e são chamadas de "oradores",
onde destacam-se a face e principalmente os olhos. No entanto, os relevos foram
a principal expressão artística da região, não só pelas carcterísticas
artísticas, mas para a compreensão da história e da religiosidade dos povos.
Na
mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes e
apesar das guerras e dos constantes saques que ocorreram na região, tesouros de
alguns reis foram preservados.

Estatuetas
de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro e
prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada
a diversidade de povos que ocupou a região. As obras persas refletem ainda
certa influência da cultura grega, dado o naturalismo que possuem.
A Arquitetura
A tipologia das edificações constitui um
paralelo adequado ao da estatuária. A manifestação da arte mesopotâmica combina
elementos arquitetônicos e os escultóricos para alcançar os seus objetivos
precisos. No culto dos deuses, encontramos a premissa natural do tempo, e a
expressão do poder real é o palácio.
A
atividade fundamental dos mesopotâmicos foi a construção dos templos em honra
dos deuses. É obrigação primordial de cada soberano erigir o local do culto,
para que o deus possa assegurar, em troca, o grau de recurso necessário à vida
na região. As circunstâncias ambientais precisas condicionaram a construção dos
templos. As construções eram feitas com tijolos de argila, modelados e secos ao
sal. Eram sobrepostos de madeira compacta e maciça.
Uma
distinção fundamental, que surge no final da pré-história é a que se verifica
entre templo baixo e templo alto, o primeiro apoia-se diretamente sobre o
terreno, o segundo é construído sobre uma base em terraço. Essa base em terraço
é o ponto de partida para um tipo superior de edifício sagrado: o zigurate,
ou torre templar.
Formado por uma série de terraços sobrepostos, de dimensões decrescentes em
direção ao alto, com o santuário no vértice. Um sistema de escadas laterais
permite uma saída de plano para plano, até ao cume. A comunicação com o
exterior é assegurada por uma porta que se abre para a rua.
No que se refere a arquitetura funerária,
esta apresenta um desenvolvimento menor na Mesopotâmia. Os túmulos são
constituídos por câmaras subterrâneas abobadadas, de tijolos, para as quais se
desce através da vasta trincheira de paredes a piqué,
a qual penetra no terreno com uma ligeira inclinação.
Apesar das influências de
além-fronteiras, reconhecer uma obra da arquitetura mesopotâmica é sempre
possível e simples. Um templo de planta centrada, com um pátio interior em
torno do qual se congregam as várias salas, com o local sagrado assinalado pelo
altar no lado mais estreito e pela mesa das oferendas na parede em frente, só
pode ser mesopotâmico.
zIGURATI DE UR
A
Música Na Idade Antiga: Mesopotâmia
A
palavra mesopotâmia é originária do grego e significa MESO (entre) POTÂMIA
(rios). É a região onde hoje se encontra o Oriente Médio.
As
primeiras civilizações surgiram na Baixa Mesopotâmia e datam de 6.000 a.C. Isso
foi possível por causa da sedentarização e
da revolução agrícola. Os homens pararam de ser nômades e começaram a se
estabelecer em um só local. Aprenderam técnicas de cultivo e desenvolveram um
sistema hidráulico para irrigação.
A
Mesopotâmia era uma região onde muitos povos nômades passavam e graças à terra
fértil alguns deles se estabeleceram ali. A sociedade mesopotâmica é fruto do
convívio entre essas diferentes culturas. Os povos mesopotâmicos foram os
sumérios, os acádios, os amoritas ou antigos babilônios, os assírios, os elamitas e
os caldeus ou novos babilônios.
Os
sumérios
•Os
sumérios foram os que mais se destacaram culturalmente dentre os povos
mesopotâmicos. A música tinha um papel fundamental em ritos solenes e
familiares. Nunca foram encontrados registros de uma notação musical, mas
documentos cuneiformes atestam que tinham uma elaborada teoria musical. Nesses
escritos foi descoberto que os sumérios já conheciam a escala pentatônica e
a escala diatônica.••Também
foram descobertos vestígios de instrumentos musicais avançados para época: uma
harpa de cordas percutidas (ancestral do piano), flautas de cana e de prata,
liras de cinco a onze cordas, uma espécie de alaúde de braço longo e uma harpa
com coluna de apoio.
Os
assírios
•Os
assírios deixaram muitas informações de sua história musical: pinturas, textos,
esculturas e escritas em baixo-relevo. Nesse povo os músicos eram mais
reverenciados que até os próprios sábios. Os músicos de povos conquistados
sempre eram poupados e levados para cidades assírias, para que se pudesse
absorver sua arte. A música para esse povo era poder.
• •Existem
registros que confirmam que os assírios formavam grandes orquestras, algumas
vezes com mais de 150 pessoas.
Os
babilônios
•Para
os babilônios a música estava muito ligada à religião. Quando estavam reunidos
cantavam hinos de louvor aos deuses. Também havia hinos de lamentação nas
cerimônias de penitência.•O
canto era muito associado à magia, havia cantos de amor, de ódio, de guerra,
cantos de caça, de evocação dos mortos, cantos para favorecer, entre os
viajantes, o estado de transe.
Escrita
Cuneiforme
•A escrita
cuneiforme foi
criada pelos sumérios, e sua definição pode ser dada como uma escrita que é
produzida com o auxilio de objetos em formato de cunha. A escrita cuneiforme é
uma das mais antigas do mundo, apareceu mais ou menos na mesma época dos
hieróglifos, foi criada por volta de 3.500 a.C. No começo a escrita era meio
enigmática, mas com o passar do tempo foram se tornando mais simples.
•Os sumérios utilizavam
a argila para escrever, e quando queria que seus registros fossem permanentes,
as tabuletas cuneiformes eram colocadas em um forno, ou poderiam ser
reaproveitadas quando seus registros não fossem tão importantes que precisariam
ser lembrados sempre.
•A
escrita cuneiforme foi uma forma de se expressar muito difícil de ser
decifrada, pois possuía mais de 2000 sinais e seu uso era de uma dificuldade
enorme. O seu principal uso foi na contabilidade e na administração, pois
facilitavam no registro de bens, marcas de propriedade, cálculos e transações
comerciais.
Autores
Mesopotamicos:
•Nabucodonosor
II: Rei da Babilônia (605-562 aC), pertencente ao neobabilonia ou
caldeu dinastia que conquistaram grande parte do sudoeste Ásia
Menor; também conhecido como um grande construtor nas principais
cidades do Império da Babilônia. primogênito de Nabopolassar,
Nabucodonosor mandou um exército babilônico em o fim do reinado de seu
pai, e em 605 aC
triunfou sobre as forças egípcias na decisiva batalha de Carquemis na
Síria, que se transformou Babylon
para a principal potência militar do Oriente Médio. Após a morte de
seu pai, Nabucodonosor, assumiu o trono em 605 aC Durante a última parte do seu reinado,
Nabucodonosor construiu um muro, conhecido como o Muro Median,
ao norte da Babilônia, para impedir a entrada dos medos.
As
conquistas de Nabucodonosor obtido lotes de botas e homenagens, criando um
período de prosperidade na Babilônia. Ele empreendeu um ambicioso programa
de construção e irrigação, reconstruir os templos dos centros religiosos
importantes e renovar a capital da Babilônia com o zigurate
esplêndida (templo pirâmide) de Etemenanki e outros santuários, palácios, muralhas
da fortificação e formas processionais. Em seguida, a lenda atribuída a
construção de uma das sete maravilhas do mundo, os Jardins Suspensos da
Babilônia, para sua esposa Median Amyitis. Nabucodonosor
morreu no início de outubro de 562 aC Nabopolassar rei
de Babilônia, fundador do décimo dinastia do Império Babilônico (chamado
Caldeu). Das partes mais meridionais do país del
Mar (Bit Yakini)
poderia tomar o poder em Babilônia e outras cidades (Sipar, Dilbat, Uruk, Nippur),
aproveitando-se das circunstâncias que viveram na Assíria após a morte de
Assurbanipal. Desde o BC ano 620, Nabopolassar,
conhecida como uma doença crônica, Babylon poderia controlar com plena autonomia,
mesmo para atacar a cidade de Assur.
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